quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Puro



O que apuro deste mundo
áspero, frio e duro
é o que apuro da água
água parada e poluída
dos rios do interior.

O que apuro deste coração
é o que vejo mover o mundo
áspero, frio e duro
girando a marteladas;
infeccionado amor.

Onde, o antídoto?
Existe cura para o vírus
da casca, do vazio
da inverdade?

Como curar o ser
que se perdeu de ser puro?
que se perdeu de ser?

O puro, tristemente, não o reconhecemos.
[nem mesmo dentro de nós.]


Refletindo sobre esses monstros que existem em nós e no mundo e nos fazem pessoas tão iguais, más e, infelizmente, normais, lembrei de uma canção. Eis a letra:


Imperfeito

Vagando pelas calçadas
Sentado no chão da praça
Sujeito sem jeito, sujo
Sujeito à cidade e ao mundo
Sua vida não tem mais jeito
Foi feita de amor imperfeito
Para ele, tudo é desfeito
Para ele, tudo é imundo.
Um dia Alguém sem defeito
Levou por ele uma cruz
Pregado nela o Perfeito
Mostrou vitória Jesus
Vitória feita com sangue
Trazendo alegria e luz
E hoje o imperfeito abre o peito
Cantando o amor de Jesus.
(Quarteto Vida)

3 comentários:

  1. Adorei "Puro". Percebi teu ponto de vista! Outra coisa, como faço para te enviar a poesia que você me pediu?
    bjs

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  2. Parabéns pelo bom gosto. Amei tudo por aqui. Grata por seguires meu blog. Uma honra. Seus poemas são lindos. Abraço com admiração e carinho. Lou Moonrise.

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