quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Sorria?



Pés silenciosos, os de Maria.
Desliza os dedos n'água,
vislumbrando a praia
ao deleite do crepitar do vento.

Maria escuta o silêncio
E encolhe-se, comovida
ao sussurro da concha.

Maria risca a areia devagar.
Estende os olhos derramados no mar.
Solta um suspiro clemente.

As mãos de Maria estão quentes
mergulhadas no calor da terra.

A despeito de ver pessoas,
objetos de pesca, canoas,
Maria está a sós.

E a despeito das vozes,
das batidas, do barulho
sai-lhe em voz involuntário murmúrio:

Existe lugar para a tristeza
Na terra onde mora o mundo?



segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Aurora



Espera que a manhã já vem:
Claro e pleno alvorecer.
Rompe a noite, sol a nascer,
Trazendo o cheiro de um bem.

Espera que a manhã já vem
Surpreendendo em melodia!
Dançando frestas de poesia,
Singelos traços de vida-além.

Aguarda a luz que se revela
Que rasga a densa tristeza,
Que banha a face em beleza,
E a paz no coração, sela.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Especial - Djavan

Ontem aconteceu o recital de música dos alunos de técnica vocal e canto coral da Escola Municipal de Música de Mossoró-RN. Na apresentação, eu cantei a música Meu. Estava super nervosa, mas acho que deu certo! haha.


Espero que gostem! Beijos a todos!
Mima.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Os pássaros


Na varanda, fez-se um ninho.
Formaram-se dois ovinhos
Mas só um sobreviveu.

Papai trabalhava de vigia
Imóvel recruta no fio do poste
A despeito de seu pequeno porte.

Mamãe voava quando nos via
Mas logo voltava a sua cria
E, destemida, a protegia.

Por esses dias, chegou a hora.
Já não era o bebê de outrora:
Tempo de conhecer mundo afora.

Papai e mamãe no fio do poste
Assistiam temerosos seu filhote:
Voa, filhinho! Boa sorte!

Primeiro vôo, às folhas da palmeira
Mas o medo foi tão grande
Que lá passou a noite inteira.

Mamãe e papai voltaram
E, pelo jardim, muito voaram
Mas não o encontraram.

Nós o trouxemos nas mãos
De volta ao lar na varanda
Onde pudesse estar seguro.

E hoje, foi de emocionar:
Encontramos toda a família
Juntinha em seu lar, doce lar.

Os pássaros têm seus ninhos
Onde podem habitar
E eu, o que tenho?

Tudo o que tenho é o Teu lugar
Um lugar onde posso me abrigar
E, em paz, o coração descansar.

domingo, 6 de novembro de 2011

Por quê?



Será que foi meu rosto assimétrico?
Ou minha pequena estatura?
Ou meu cabelo curto?

Será que foi minha visão política?
Ou o lugar onde moro?
Ou o fato de eu não comer cebola?

Será que foi o tamanho do meu amor?
Ou a quantidade de beijos que eu dei?
Ou os presentes que eu mesma fiz?

Será que foi a minha iniciativa?
Ou o meu cuidado?
Ou a minha poesia?

Será que foi algum esquecimento?
Ou o meu sonho de 'pra sempre'?
Ou o fato de eu já estar em suas mãos?

O que será que fez o meu amor ir embora?

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Observei em mim...

que agora parei de mudar a cara do blog. Ah, não. Não é que essas sejam as cores ideais para ele. A figura de fundo também não expressa tudo o que eu espero que expresse. As fontes também não são as melhores. Mas notei que quando a vida se aquietou, as mudanças por aqui ficaram mais escassas. A minha inquietação interior mexe com as posições dos objetos do meu quarto, com quantas vezes eu tenho que voltar à cozinha pra lembrar o que eu ia dizer, com o tempo gasto diante da geladeira aberta, pensando no que é mesmo que eu queria pegar lá, com quantas vezes eu aperto o botão do canal da TV, com quantas vezes por mês eu mudo a cara do blog. O momento de agora expressa que as coisas não são o que deveriam ser, e ainda assim,está tudo bem. Parece que agora meu quarto está estaticamente bagunçado. Eu não volto mais pra cozinha pra tentar lembrar - simplesmente, esqueço e pronto. Se não lembro o que ia pegar na geladeira, eu pego qualquer coisa, ou fecho a geladeira quando passa o transe, e vou ver TV. E quando estou na TV, assisto o episódio de Friends até o fim, mesmo que eu já tenha visto, ou assisto um filme dublado na TNT, sem achar ruim. Não mudo a cara do blog e nem penso que queria mudar alguma coisa, mesmo que eu me lembre do painel que eu queria pôr nele mas nunca vou saber desenhá-lo. As coisas nem sempre são como deveriam, mas nem sempre são ruins por isso... Minha mãe sempre me dizia isso quando eu, criança, insistia, mas ela não podia comprar meu kit de esquiar. Mas só agora vou entendendo o que significa.


Mentira



Os dias (in)tranqüilos,
O vento em seus olhos
fechados:
cadeados do coração.

Nas horas da noite
Lamenta o travesseiro.

Os fantasmas sussurram-lhe
um tormento infernal
e você nem se dói.

Aquelas certas palavras
-as palavras certas-
trancadas no porão da alma
Nem se quer lhe são lembradas.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Sol, que tão só
só se estende
e vai, lentamente
e solidário
fazendo seu trabalho
solitário.

Sorridente,
Sorve a dor em
dia inteiro.
E a solidão
faz-se luzeiro.
Solução do só(l).



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