sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Olhos

Penso que deverias gostar dos meus olhos grandes e do acastanhado deles.
Ainda que não eloquentes, carinhosos.
Ainda que não prepotentes, cativantes.
Ainda que não fortes, envolventes.


sábado, 17 de dezembro de 2011

Incomum



Meus traços e rabiscos
E seus espelhos -
os olhos estão nas sombras
- não nas formas.
Os olhos estão lá
além do comum.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

É Natal

     Boa noite a todos. Esta não é uma noite especial, nem diferente de todas as outras. É uma noite serena e pacata, como tem sido tantas outras que temos vivido. Ela também não é diferente da noite do primeiro Natal. A maioria das pessoas já havia encontrado lugar nos hotéis e pousadas da cidade de Belém. Um grande fluxo de pessoas movimentou as ruas de Belém durante o dia, em função do censo que haveria ali. Mas à noite, tudo se aquietava e as mamães já envolviam seus meninos nos lençóis de dormir. Talvez a única grande diferença entre esta noite e aquela noite é que em Belém, naquela época, não havia luz elétrica. Então, o céu de Belém era visivelmente cintilante - e incomparavelmente mais brilhante. Um humilde casal, montado em um jumentinho, ainda vagava pelas ruas frias à procura de abrigo. Exatamente como na noite de hoje. Homens, mulheres, mulheres grávidas, e até crianças, ainda permanecem vagando pelas ruas frias da cidade. Muitos acolhem-se em árvores, outros em barracos improvisados, alguns, em quintais cedidos, uns outros, em estrebarias. Foi o caso daquele simpático casal, que, com gratidão, aceitou abrigo junto ao gado e a palha seca. Ali, cumpriram-se os dias, e a jovem esposa agora se tornava uma jovem mamãe. Qual não foi a alegria dos papais ao contemplarem o primeiro chorinho, o primeiro risinho, a primeira noite de sono. À janela, podia ver o céu sorrindo, brilhando como pisca-pisca diante do recém-nascido. Ali, sim, diante do céu e dos olhos que o puderam ver, dormia um menino diferente. O chorinho era o mesmo de todos os bebês; o sorriso, tão encantador quanto o foi o nosso aos nossos pais. Mas o coração, não. Nascia ali um rei, que a despeito de sua majestade, dormia onde as vacas faziam refeições. Não obstante sua primazia, não houve lugar em nenhuma hospedaria para recebê-lo.

"Ela dará à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles." Mateus 1.21

     Se você estivesse vivo naquela noite e lhe fosse anunciado que o Rei do mundo havia nascido e que Ele, quando crescesse, livraria você da morte, te daria uma vida nova e perdoaria todos os seus pecados, o que você faria? Iria ao encontro dele? Você iria querer segurá-lo em seus braços? Se o próprio Deus, de alguma forma, te mostrasse que aquele acontecimento não era lenda ou uma brincadeira de mal gosto, mas, de fato, verdade, qual seria sua reação?
     Eu faria como Simeão: "Agora, Senhor, podes despedir em paz o teu servo, segundo a tua palavra; porque os meus olhos já viram a tua salvação, a qual preparaste diante de todos os povos; luz para revelação aos gentios, e para glória do teu povo de Israel." Lucas 2.29-32

sábado, 10 de dezembro de 2011

Peso



Sinto o peso do meu corpo:
Uma tonelada ou mais.
E o que me impede de seguir
Não é o que não me satisfaz.
É o eu em ruínas,
Marcado de muitos ais.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Soldoso




Fitou-me como se me amasse.
Deixou-me como se pudesse.
Amou-me como se soubesse.
Beijou-me como se partisse.

[fotos minhas]

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Maria

O mar em banho de sol
Enquanto o dia se estendia.

Maria seguia sozinha.

O mar ia e vinha.
Maresia.

Maria ia.
Sozinha.

Maria só ia.




quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Nublado

E eu abdiquei da resposta:
Por que o céu se vestiu de cinza?


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