sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Moça de Vestido


Teu vestido florido
Cabelos ao vento
E o céu cinzento

Olha pro céu
Teu solo rachado
Horizonte

Teus espinheiros
Ervas daninhas
Terra sedenta...

Corre, doce menina
Corre até teus campos
Apressa-te e vai!

Olha pro céu, menina
Teu vestido florido
Teus campos

Arranca os galhos secos
Teus espinheiros
Prepara teus cantos

Com as próprias mãos
Deixa sangrar
Não há tempo

Olha pro céu, doce
Cheio d´água
Querendo moiar!

Sorri, menina de vestido
Florido
Teu belo sorriso

Depois de tudo
Quando a água moiar teu riso
As frôr hão de desabrochar!

Teu campo, moça bonita
Vai ser como teu vestido
Depois da chuva em teu piso

Eita que o trovão soou!
Lá vem água, meu amor!!

Meu riso amigo

Deixa, sim, meu riso
Percorrer caminhos
Descobrir saídas
Perfurar meus poros
Encontrar ar puro
Provocar sorrisos
Se sentir seguro
Encontrar afago

Antes Labirinto
Hoje uma portinha
Uma descoberta
Uma porta aberta
Um sorriso amigo
Encontrei abrigo
Foi o teu sorriso
Que encontrou o meu

Risos coloridos
Percorrem agora
Os tristes caminhos
Que trilhei outrora
Hoje pela vida
Amanhã e sempre
Pelas margaridas
Pelo sol nascente

Pela caminhada
Pelo lua acesa
A noite estrelada
A passarinhada
Pelo fim do dia
E o nascer de outro
Pela nossa vida
Pelo nosso corpo


Celebrando tudo
Meu riso sorri
Brada pela estrada
Solta gargalhada
Pois o tempo é curto
Tudo fica escuro
Num piscar de olhos
Chega, sim, o fim

Hoje, então, amigo
Meu riso contigo
Canta um som audível
Sai do labirinto
Do ser escondido
E encontra abrigo
Descobrindo, amigo
O sorriso teu

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Por trás do vidro...

Eu vejo, muito raramente
Ele passando pelas janelas...
Pelo vidro, é claro.
E quando ele passa, eu sinto alegria!
Eu sei que ele sempre vai embora tão rápido...
Infelizmente...
Mas, se você soubesse como me sinto alegre
Não me recriminaria.
Quando eu consigo vê-lo
Por trás do vidro
Eu sinto um cheiro agradável
E saem sorrisinhos de mim
Sinto-me como uma principessa
Como era, antes de ser o fim
Será enfim? Serafim...
Mas, antes que possa fechar os olhos
[Às vezes eu ainda fecho!
Mas não deveria, nunquinha!]
As cortinhas se fecham
E nada mais vejo
A não ser paredes rústicas
Estáticas... de um colorido descombinado
E olho por alguns instantes
As paredes
Sem ele... sem ele...
Onde está? Estará lá?
E fico a esperar
Um outro momento raro
Em que, por trás do vidro opaco
Na parede rústica
Descolorida
Aquele de outrora
Venha e puxe a cortina
E me dê um pouco daquela alegria...
Acho que é melhor eu fechar minha cortina
...
Demora... demora...
Não tem hora...
Sentei... esperei...
Dormi...
E ele não mais apareceu por trás
Do vidro. Opaco.
Minha cortina entre-aberta...

domingo, 7 de setembro de 2008

Você pra sempre

Eu só quero estar no teu pensamento
Dentro dos teus sonhos e no teu olhar
Tenho que te amar só no meu silêncio
Num só pedacinho de mim
Eu daria tudo pra tocar você
Tudo pra te amar uma vez
Já me conformei, vivo de imaginação
Só não posso mais esconder
Que eu tenho inveja do sol que pode te aquecer
Eu tenho inveja do vento que te toca
Tenho ciúme de quem pode amar você
Quem pode ter você pra sempre
Eu tenho inveja do sol que pode te aquecer
Eu tenho inveja do vento que te toca
Tenho ciúme de quem pode amar você
Quem pode ter você pra sempre
Eu daria tudo pra tocar você
Tudo pra te amar uma vez
Já me conformei, vivo de imaginação
Só não posso mais esconder
Que eu tenho inveja do sol que pode te aquecer
Eu tenho inveja do vento que te toca
Tenho ciúme de quem pode amar você
Quem pode ter você pra sempre.

(Sandy e Júnior - Você pra sempre)

sábado, 6 de setembro de 2008

Era...

Se você quer saber
Eu posso dizer
Nem tão claro assim
Porque poeta eu quero ser...

Que tudo que eu queria
E meu coração ansiava por ter
Era você como eras..
Na primavera de outras eras...
Mas era... era...
Que era...

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Simplicidade

O sol acordou!
Um bilhete.
Dois braços em redor
Um abraço!
Olhinhos bem fechados
Sorriso!
Dedinhos abraçados
Carinho!
Olhar desconfiado
Careta!
De volta, do outro lado
Risada!
Uma lágrima escorreu
Consolo!
Cansaço o dia inteiro
Colinho!
Vergonha, culpa, dor!
Abrigo.
Triste solidão
Beijinho!
Aflita confissão.
Amigo!
Fuga, coração
Uma mão.
Noite, escuridão
Canção!

Vida curta
Verdade...
Coisas tão pequenas!
Simplicidade...

E a vida dura duraaaaa!

Uma conversa com uma pessoa nonsense

-De que cor é o céu?
-Ora, é azul!
-Aah... é mesmo... o céu é azul...
-O quê?
-Eu só disse que o céu é azul.
-Quem disse isso?
-Você, ora!
-Eu nunca disse isso!
-Não? Então... de que cor é o céu?
-Você não sabe de que cor é o céu! Não sabe!!
-Não, não sei... você sabe?
-Claro que sei!
-Então, de que cor é o céu?
-É azul, ora!
-Então... acho que não entendi nada...

(Tem gente que não aceita que a gente concorde...)

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Coração de carne

Guarda-te, e guardarás a mim.
Não diga mais nada. Basta.
Estou quase ao fim.
Faça o que quiser. Longe de mim.
Guarda-te, fuja de mim.
Procure, pelos campos, flores de outros jardins.
Deixe-me sarar minhas dores.
Retormar minhas cores.
Viver sem você, enfim.
Basta de tantas voltas.
Espirais contínuos. Vão sempre existir?
Deixe-me sem você.
Respirar, andar por aí.
Não se fazem bombas, Nem lâminas, Nem canhões...
Com restos de corações.

Onde?

Se existe outra dimensão
Em que você não é você
Quem é que sabe a direção? (Marjorie)


Eu perco o chão
Eu não acho as palavras
Eu ando tão triste
Eu ando pela sala
Eu perco a hora
Eu chego no fim
Eu deixo a porta aberta
Eu não moro mais em mim
Eu perco as chaves de casa
Eu perco o freio
Estou em milhares de cacos
Eu estou ao meio
Onde será, que você está... Agora? (2x)

(Adriana Calcanhoto - chaves de casa)

"Você de verdade... na outra dimensão..."

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Êeeeeeeeetaaaa correria!!

Rapaz, pense num dia corrido e estressante! É monografia, é seminário (sobre Sylvia Plath! imagine o que vai sair! ai, ai...), é "A volta do parafuso" pra ler, é discurso (tenho que discursar em defesa de estudar a todo momento a Língua Inglesa! Só que, detalhe, tudo em inglês...) pra preparar, é xixi pra fazer, rapaz... e ainda tenho que comer! Pense... hoje o dia não tá sendo fácil. Que bom que não, rsrs! Apesar de tudo, é sempre bom ter o que fazer, né...

Agora, uma pausa pra lanchar... (depois dessa pequena fuga pra escrever em você, bloguinho)

Bjo, flores, bjo, flechas! A gente se vê!

Eu ando tão triste...

uma sensação de falta...
um abraço que eu não recebi...
um colo... um aconchego...
eu quero aquele silêncio bom...
quero você, de verdade, pertinho de mim...

...

Já está tão tarde...
01:45h
e um novo dia já vem vindo...

E o Sol não se cansa de nascer
E a Lua, no fim do dia
De novo, aparecer

Mais um fim do dia
Dia em que não parei
Não pensei, não cuidei
Não te busquei...

É mais uma noite
Entre as tantas outras

Quando vou parar?
Quando vou pensar..
E viver..

Nessa vida efêmera
Amor é o que importa
Aquela coisa que a gente fala
Repete
E deixa escrita...

Que não seja só escrito
Seja vivido, seja vivo
O Amor em mim...

Amor por Ti
Amor por mim
Amor por quem está aqui...

Amor por ele, sim..
Amor por eles
Sem fim...

Que seja sem fim
Transcendente
Permanente
Vivamente

O amor em mim...

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Você

um doce em embalagens rústicas
um doce meio-amargo

uma aspereza, um vazio
um coração tão cheio

de nem sei o que
poesia

aquelas coisas que eu entendo
que nem sei se entendo bem
que não tenho idéia

uma lembrança certa
inquieta
um silêncio que insiste em se pronunciar

um passado ambicioso
que não se contenta com o que é

uma incerteza, uma dúvida
amor

palavras, falsas certezas
palavras, ondas vãs
que vem e vãs

e eu nem pedi nada
e eu nem disse nada
mas eu sabia que você sabia
porque você não sabia que também queria

enfim, palavras
flores e flechas
tão incertas

intimidade, aconchego
amor
era o anseio

mas o oceano levou
pras ondas de nenhum lugar
e o doce meio-amargo
que era doce se acabou

Cuidado com as palavras

O escrito nunca é dito
O dito, que não seja nunca escrito...
As palavras não dizem tudo
Mesmo que o tudo seja fácil de dizer
Com certeza fala bem melhor o mudo
Se sua atitude manifesta o que crê
Compromisso, sumisso, omisso
Ou faz o que fala, ou se cala de uma vez
Que não venha sobre si justo juízo
Pois terrível coisa é cair nas mãos do Rei
Mesma língua que abençoa, amalçoa?
Mesma língua canta um hino
E traz divisão?
Não pode, da mesma fonte, o doce e o amargo
Se Cristo habita, de fato, no coração
(Sérgio Pimenta)

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Meu Doce Balão


Hoje eu preciso escrever duas vezes, pra dizer, em prosa mesmo, o que muito melhor diria se poeta fosse. Na verdade, nem sei se digo, se penso, se lembro apenas, se nem mesmo isso. É só pra falar de um tal balão que eu perdi... Eu voava nele, gostava de ver o arco-íris, de passear entre as árvores do bosque e de ver as pessoas lá em baixo se movimentando como num engraçado formigueiro. E eu no meu balão. Era tão bom! Era eu quem estava no balão, voando, deslizando, sentindo a brisa fazer voar os meus cabelos... Ah, era um tempo bom, sabe... Esse balão me fazia voar noite e dia pelos lugares que eu queria... Uma das coisas que eu mais gostava desse meu balão era quando ele me levava, nas noites frias, lá pra África... ah, era tão lindo, sabe... lá na África, eu e meu balão voávamos bem lentamente pra ver o céu estrelado! Na região em que a gente passeava (era a que eu mais gostava), não tinha prédios, nem muitas luzes como a gente vê por aqui. Então, a luz das pequenas estrelas ficavam tão evidentes! Eram tantos brilhinhos piscando no céu... e eu ficava lá, encantada, olhando para o céu cintilando, contando as estrelas e ouvindo [você sabe quem?] (mas depois descobri que ele não estava lá) me explicando as histórias das constelações, do povo de antigamente... falava de Abraão, de Deus... e depois, a gente ficava mudo, contemplando os brilhantes do céu... Bons tempos, quando eu passeava de balão... Via cores, conhecia tantos lugares... Mas destruíram meu balão...! E agora, eu só piso no chão... Depois que perdi meu balão, foi que eu soube. Era sempre e sempre apenas um balão. Não havia quem me falasse das constelações. Coisa da imaginação. Meu balão... ah... meu balão... saudades do meu doce balão...

6:30

Celular na gavetinha
Vrmmm, Vrmmm
Um salto
Já é hora
Sabia que ele ia tocar

Oração costumeira
Cochileira
Obrigada por este di..
Ahn?
Agradeço pela comid...
Ahn?
Pela dormida..

Levanta, caminha...
rumm... novo dia..
Computador convida
Começa a correria..

Um passeio por aqui
Pela rede, por ali
Não tem mais como fugir
É hora de produzir

Ler e escrever
Meu tempo é assim...

Desde às 6:30...

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