terça-feira, 28 de junho de 2011

Jornada literária - Da poética de Meireles



          #Eu sempre gostei de escrever, mas a conversa é outra quando se trata de ler. Não, não é isso. Eu gosto de ler, sim. Mas eu sou meio desfocada, um tanto desconcentrada, e isso me fazia desanimar quando começava a ler um livro. Dependendo do grau de dificuldade, eram entre duas e vinte repetições do mesmo parágrafo. Aí você pode imaginar quanto tempo eu levava para ler um livro de 200 páginas. =/ Já faz tempo que eu percebi essa dificuldade. Mas, como eu já disse em algum desses posts anteriores, este ano está sendo um ano de muitas mudanças. 

          #Eu resolvi ler. Parei de procrastinar. Eu sei que vai levar um tempo para que eu ganhe prática e eu passe a ler rápido como muitos de vocês, leitores. - Aliás, pensar que todo mundo lia normalmente e eu lia beeeeem devagar era também uma forte razão para eu não ler. Eu tinha (tenho) vergonha de dizer quanto tempo passava lendo um livrinho... Mas, resolvi encarar o problema. Aos pouquinhos, vou chegando lá.

          #Então, arrumei minha bagagem de vontade e esperança - Sim, eu quero ser uma leitora! - e fui à biblioteca do Sesc. Procurei, procurei e... dentre as muitas obras que eu tive vontade de devorar todas de uma vez - como quem vê bolinhos de chocolate, quindins, pudins, tortas de morango e outras delícias de vitrine de padaria (a gente nunca sabe o que preferiria comer numa hora dessas! ai!) - escolhi começar por algo que me fosse familiar, algo que eu já gostasse, que me fosse uma leitura leve e prazerosa. É claro que eu escolhi um brigadeirinho livro de poesia. Da fileira de livros poéticos, ainda fiquei meio em dúvida. (Já repararam que, mesmo sabendo que a gente vai pegar só um brigadeiro, a gente ainda fica em dúvida sobre qual deles a gente vai escolher?) Para afunilar a escolha, resolvi escolher o poeta com o qual eu me identicasse mais. (Mas como saber, se não li nenhum?) Foi aí que eu lembrei que meu tio, Ronaldo, uma vez me falou que acha o meu modo de escrever um tanto parecido com Meireles. Eu pensei: "bom, Meireles foi mulher, ela deve ter sentido muitas coisas que eu também sinto. E se meu tio falou, seria bom saber o porquê."

         #Decidida a autora, Cecília Meireles, passeei entre os livros e peguei o que eu achei mais bonito esteticamente. =) São, na verdade, dois livros em um. Viagem e Vaga Música. Concluí Viagem, mas ainda estou nas primeiras páginas de Vaga Música. E, é claro, não gostaria de viajar sozinha. Viajo com a Cecília e também convido você, leitor (a), a sentar do meu lado e desfrutar de um pouco de tudo o que tenho visto pela janela desse trem chamado leitura.


Vem comigo!


Um pouco da autora: Cecília Meireles


          Cecília Benevides de Carvalho Meireles nasceu em 07 de Novembro de 1901 no Rio de Janeiro e faleceu em 09 de Novembro de 1964. Cecília foi criada por sua avó, Dona Jacinta. A mãe de Cecília faleceu quando ela tinha apenas três anos de idade e o pai dela faleceu antes mesmo do nascimento dela.

          Quando Cecília tinha nove anos, começou a escrever poesia. Em 1919, com 18 anos, publicou seu primeiro livro de poesia, entitulado Espectro.
          
          Os livros Viagem e Vaga Música foram escritos apenas em 1939 e 1942, respectivamente. Viagem concedeu a Cecília o Prêmio de Poesia Olavo Bilac, pela Academia Brasileira de Letras. Sua poesia foi em muito engrandecida após esta premiação.

          Cecília casou-se duas vezes e teve três filhas. Além de escritora, ela também foi pintora, professora e jornalista.

Da obra: Viagem


Meus poemas favoritos desta obra

Epigrama nº 5

Gosto da gota d'água que se equilibra
na folha rasa, tremendo ao vento.

Todo o universo, no oceano do ar, secreto vibra:
e ela resiste, no isolamento.

Seu cristal simples reprime a forma, no instante incerto:
pronto a cair, pronto a ficar - límpido e exato.

E a folha é um pequeno deserto
para a imensidade do ato.

Diálogo

Minhas palavras são a metade de um diálogo obscuro
continuando através dos séculos impossíveis.

Agora compreendo o sentido e a ressonância
que também trazes de tão longe em tua voz.

Nossas perguntas e respostas se reconhecem
como os olhos dentro dos espelhos. Olhos que choraram.

Conversamos dos dois extremos da noite,
como de praias opostas. Mas com uma voz que não se importa...

E um mar de estrelas se balança entre o meu pensamento e o teu.
Mas um mar sem viagens.

Epigrama nº 8

Encostei-me a ti, sabendo bem que eras somente onda.
Sabendo bem que eras nuvem, depus a minha vida em ti.

Como sabia bem tudo isso, e dei-me ao teu destino frágil,
fiquei sem poder chorar, quando caí.

Epigrama nº 9

O vento voa,
a noite toda se atordoa,
a folha cai.

Haverá mesmo algum pensamento
sobre essa noite? sobre esse vento?
sobre essa folha que se vai?

Onda

Quem falou de primavera
sem ter visto o teu sorriso,
falou sem saber o que era.

............................................................................

Pus o meu lábio indeciso
na concha verde e espumosa
modelada ao vento liso:

tinha frescuras de rosa,
aroma de viagem clara
e um som de prata gloriosa.

Mas desfez-se em coisa rara:
pérolas de sal tão finas
- nem a areia as igualara!

Tenho no meu lábio as ruínas
de arquiteturas de espuma
com paredes cristalinas...

Voltei aos campos de bruma,
onde as árvores perdidas não prometem sombra alguma.

As coisas acontecidas,
mesmo longe, ficam perto
para sempre e em muitas vidas:

mas quem falou de deserto
sem nunca ver os meus olhos...
- falou, mas não estava certo.

Epigrama nº 12

A engrenagem trincou o pobre e pequeno inseto,
E a hora certa bateu, grande e exata, em seguida.


Mas o toque daquele alto e imenso relógio
dependia daquela exígua e obscura vida?


Ou percebeu sequer, enquanto o som vibrava,
que ela ficava ali, calada mas partida?

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Se tu flores, eu flor

A Cecília Meireles

Se tu flores, eu flor

Nas conchas espumosas,
Na lua de luz escondida,
Nas águas tempestuosas,
Na aflição de despedida,

Reconheço-te, poetisa!
Cores azuis da tristeza,
Pela pétala mais lisa,
Pelas rochas de aspereza.

Embarco contigo, oceano
De passagem, poetizando.
Escrevo das cores da dor
Por onde e por quando eu flor.

(Mima Moura - 27 de Junho de 2011)





sábado, 25 de junho de 2011

Cineminha


-_- Hoje, fui ao CINEMA! Um programinha super 10 com a minha irmã linda, BECA. Queria esse momento. Precisava dele. E foi muito, muito bom estar com ela hoje (como sempre). Assistimos QUALQUER GATO VIRA-LATA, um filme brasileiro muito divertido e sem apelação! Comentando depois do filme, concluímos que é um filme que cumpre o que ele se propõe a cumprir: ele diverte! É leve, meio clichê, não é uma super-produção, mas a gente ri, se diverte e esquece o "lá fora do cinema". Então, fica a dica. Se você só quer se divertir, assista. É legal! =)

-_- Na trilha sonora do filme tem Marcelo Camelo e Malú Magalhães, cantando JANTA. Como eu gosto muito dessa música, resolvi postar. A melodia é linda e a letra é muito verdade hoje.



quinta-feira, 23 de junho de 2011

Trouxe-me paz Tua imagem

"e esse que se acha assentado é semelhante, no aspecto, a pedra de jaspe e de sardônio, e, ao redor do trono, há um arco-íris semelhante, no aspecto, a esmeralda." 
Apocalipse 4.3



Hoje, depois de muito, um feixe da preciosa luz tocou meu olhar e me contristou o coração de saudade. Por um longo tempo, tenho perdido a noção de meus erros, de meus acertos, porque tudo é mesmo a medida da distância entre mim e Ele. E eu não sei bem por onde estive. Eu sabia que Ele estava perto, em algum lugar. Mas não sabia como encontrá-lO. Hoje, foi diferente. Eu ouvi Sua voz e senti paz. Sua voz me relembrou Sua imagem. E eu senti paz. Doce paz.




Lembrei-me de uma linda canção e gostaria de compartilhá-la com vocês:


Doce Nome
Composição: Vencedores Por Cristo

Só de ouvir Tua voz
De sentir Teu amor
Só de pronunciar o Teu nome
Os meus medos se vão
Minha dor, meu sofrer
Pois de paz Tu inundas meu ser

Jesus, que doce Nome
Que transforma em alegria o meu triste coração!
Jesus, só o Teu Nome
É capaz de dar ao homem salvação!

P.S. Eu achei muito interessante ler esse versículo (Apocalipse 4.3).  Pensei na majestade de Jesus. Nos dias corridos e comprados e vendidos, até os que crêem em Jesus esquecem de pensar sobre Ele. Perdemos a saudade e a inquietação. Acostumamo-nos a apenas pensar e produzir. Esquecemos de contemplar. Então, como hoje eu parei e contemplei um pouquinho, gostaria que você parasse um pouco também. Veja a que belíssima pedra João comparou o aspecto de Jesus:


Pedra de Jaspe.
(Uma pedra vermelha. Isso diz alguma coisa?)

domingo, 19 de junho de 2011

Delírio



Pode ser que eu tenha me habituado ao enfadonho ato de chorar. Talvez porque a história que eu vi pegar o último ônibus na rodoviária tenha-me sido tão familiar que eu ainda sofra o luto da doída morte, do ente querido. Todavia, é bem possível que o motivo para tanto seja aquela sensação de que cumpro com a minha obrigação. Eternamente responsável. Já ouvi por aí que chorar é preciso. É verdade. Eu choro até mesmo se rio. [Imagina se -a-mar]. Se bem que chorar não é, nesta ocasião, o verbo. Com franqueza, eu não sei mais no que a saudade se fez. Às vezes, ela veste asas coloridas. Às vezes, ela passa mal e faz drama. Tudo fingimento. E eu confesso que a traiçoeira já fingiu até que morreu. Pobre do homem que acredita nas artimanhas da feiticeira. A tristeza pode ter se transformado em um acessório essencial. Às vezes, ela me mata a sede. Outras, cansa-me num tédio quase mortal. Se eu, contudo, rasgo a pele que me cobre o peito, e, bem diante dos seus olhos, chove aos seus pés os pedaços ensanguentados da verdade de mim, vê que pode ser tudo fingimento meu. No afã de ter você ao lado meu, eu posso fingir que sofro, fingir que amo muito e calçar as máscaras que me convém. Minha pele ferida e o peito exposto - eu indefesa e só. Pode ser que eu finja em tudo e em sempre. Eu finjo até quando finjo fingir, para ver se o meu orgulho volta e me levanta de volta para mim. Mas sejamos francos. A cegueira cor de flor me hipnotizou por tanto tempo assim? Você não foi embora. Você só não esteve aqui. Quem saberia que o delírio se passou por amor e a poesia se mascarou? Eu pensei que eu amei. Mas não se ama alguém que não se viu, nem se percebeu. Fala-me uma vez de verdade, que você nunca existiu. Fala-me que eu acordei de um sonho, que eu retornei do meu desmaio, que estive em sua fantasia e, no fim, quem saiu foi eu. No fim, ninguém venceu. No fim, o sonho de uma noite alegre que parecia vida era só um delírio meu.

sábado, 18 de junho de 2011

Ao amigo mais Cearense que eu tenho - é tu mermo, Cabeção!

A gente pode até ser diferente - muuuuito diferente - mas tem algumas coisas que nos deixam parecidos. Somos homo sapiens, por exemplo. Brincadeira, :). Somos iguais porque somos diferentes, se é que me entende. E, na diferença, encontrei um semelhante, um amigo, um irmão. 
Eu achei que esse vídeo poderia lhe arrancar algum sorriso! ^^

Lembrei de você quando vi isso, Cabeção! 


"Sua desestruturada!"
"Cabeção!"
"Sua doida!"
"Seu, seu, seu... nerd. Pfff."
"Que paia, haha! Sabe ao menos o que é paia?"
"¬¬"

Quanto maior a intimidade, maior o xingamento. Essa é lei mais bem cumprida nesse país! Eu devo comemorar que você ainda está me chamando só de doida?! kkk! Ou devo instigar a elaboração de adjetivos mais cruéis?! Seu doidooooo, desnaturadooooo!! 



"Se cada cabeça é um mundo, cada um é muito mais". (Lenine) [P.S. E a sua cabeça, então... que mundão, hein... hahaha! Brincadeira, cabecinha... ]

Um grande abraço ao meu velho novo amigo, Sr. Facundo!

Um sorriso pra você!

Beijo, Cabeção! 
(Isso tudo é só pra você saber o quanto você é "especial" haha! )
Amo muito conversar com você, viu? 
Um cheiro no bochechão!




sexta-feira, 17 de junho de 2011

Desestrutura

Quero falar de muito que não se vê
Da espera, da busca, do vazio
Dos dias mal vividos
Sono inesgotável
Do abismo dentro de um ser.

Quero falar do que nem eu entendo
Alcançar dimensões infinitas
Ver, perfeito, nascer o poema
As palavras em simetria
Harmonia
Aroma, canção para Ti.

Quero ver Teu ser, ao meu, unir-se
E as Tuas palavras escorrendo em mim.
Quero convergir para Ti
Levar cativo cada pensamento
Pensar em Ti, estar em Ti
E adormecer meu lamento.

E ver a verdade cobrir a dúvida
E a longa jornada valer a pena
E a fé tornar-se a essência mais pura
De uma existência tão pequena.

Meu poema não tem estrutura.

Assim mesmo meus dias, 
[minhas manias.

Em Ti, toda paz e ternura
Que busquei por toda vida.








quinta-feira, 16 de junho de 2011

Simples assim


O amor é simples como uma criança. Sempre acreditei nisso! Achei lindo esse vídeo! Valeu, Cani!

quarta-feira, 15 de junho de 2011

A alegria de sofrer

           Cogitei a ideia de esquecer o que eu penso e até o que sinto. Decidi vestir a roupa da alegria e pisar firme nessa terra. Correrei os passos meus, com a capa dourada da primavera e serei forte e valente, protagonista da farsa.
            E vesti. E notei que a farsa era tediosa. A farsa, mais que o meu sonho, era minha fantasia. Percebi que mais me valia despir-me daquilo que esperam que eu seja - que eu faça ou pareça - e andar nua pela rua. Eu mostro a minha vergonha. Descubro a minha intimidade e exponho minha dor. Eu não tenho medo de cirurgia. Melhor a autêntica dor que a alegria fingida. E eu, desnutrida, contemplo as cores desbotadas do mundo que foge ao meu controle. Remoto controle.

         Por isso, essa música me descreve hoje (no tempo em que o hoje se encontra): Esquadros, de Adriana Calcanhoto.


         Além do mais, noutro dia uma amiga me disse: Quem sofre se torna forte. Hoje eu entendi que é mesmo verdade. É fato que a gente pode perder muito com as nossas escolhas - fatídicas -, mas eu, pelo menos, não abro mão do direito de sofrer. Se alguém perde a capacidade de sofrer, de deixar doer, talvez seja porque, de tanto se esconder, se perdeu de viver. Lembram da fantástica capa dourada da alegria? Nunca mais ousarei vesti-la. 
          A luz mostra a verdadeira face de alguém, revelando as cicatrizes, as imperfeições, a falta de simetria, de beleza, de cuidados. A luz mostra o que temos sido, o que estamos sendo e o que podemos ser. Dizem que a verdade dói, e ela dói. Contudo, sara. E faz bem.
       E não me interpretem mal. Eu serei toda alegria. Todavia, autenticamente alegria. A minha nudez mostrará a verdade crua de que sou feliz. Todos verão que eu o serei. E será que só o fato de eu expor minha raízes já não me torna um tanto mais feliz?

        Sobre isso, lembrei de mais uma canção. Essa não tem em vídeo e é de uma dupla que eu gosto bastante: Cíntia e Sílvia. A música tem por título Luz da Lua.

Luz da Lua

E será a luz da lua como a luz do sol
E a luz do sol sete vezes maior
Como a luz de sete dias.

Revolver nossa terra 
E expor as raízes da nossa dor.

Deus arrancará a amargura
E vida rara brotará.


             E nesse usufruir, eu vou deixando que minha maturidade controle a exposição das minhas mudas, raízes de amargura, ao sol. O calor e o tempo se encarregam de matar o que tem de morrer e gerar o que tem de nascer. E agora, lembrei de um versículo lá de Eclesiastes.
               
                "Lança o teu pão sobre as águas, porque depois de muitos dias o acharás." Ec. 11.1

               Caro leitor, se você tira algum proveito de minhas palavras, não sei. Mas eu criei este espaço para que eu mesma tire proveito de mim. Que eu me explore e me extrapole. Então, quero concluir este texto com uma pergunta e uma sugestão de resposta, que serve como uma bússula para mim. Se você se sentir à vontade, lance uma flor com a sua resposta à pergunta:

O que é alegria? 

Minha resposta: "Alegria é tudo perder, sem perder nada do amor de Deus." (Josué Rodrigues)


O tempero dos poetas

"A tristeza é o tempero dos poetas." (meu pai)

sábado, 11 de junho de 2011

Samba a dois



Quem se atreve a me dizer 
do que é feito o samba?
Quem se atreve a me dizer?
Quem se atreve a me dizer 
do que é feito o samba?

Quem se atreve a me dizer?
Não, eu não sambo mais em vão
O meu samba tem cordão
O meu bloco tem sem ter e ainda assim
Sambo bem à dois por mim
Bambo e só, mas sambo, sim

Sambo por gostar de alguém, gostar de...
Me lava a alma, me leva embora

Deixa haver samba no peito de quem...
se atreve a me dizer
Do que é feito o samba?
Quem se atreve a me dizer?
Quem se atreve a me dizer?
Do que é feito o samba?

Quem se atreve a me dizer?
Quem me ensinou a te dizer
"Vem que passa o teu sofrer"
Foi mais um que deu as mãos entre nós dois
Eu entendo o seu depois
Não me entenda aqui por mal

Mas pro samba foi vital falar em...
Me lava a alma, me leva agora

Já que um bom samba não tem lugar nem...
se atreva a me dizer
Do que é feito o samba
Nem se atreva a me dizer
Nem se atreva a me dizer
Do que é feito o samba

Nem se atreva a me dizer
Nem se atreva a me dizer
Do que é feito o samba
Nem se atreva a me dizer
Nem se atreva a me dizer

Do que é feito o samba

Nem se atreva a me dizer

Medos

De que tenho medo?
Acho que é do poema feio.
Do poema desfeito.


Do segredo.

Tenho medo de quê?
De não dizer
De não saber escrever
Ou não aprender a viver.

Acho que tenho medo de viver.
Ou de morrer sem saber.
Pode ser.
Tenho medo de não entender.

Será que ainda vou crescer?

Acho que tenho medo de ti. 
Dele, dela, do fim.

Tenho medo de andar.
Mas também não quero parar.

Eu tenho medo de quê?

Suponho que tenho medo de mim.



quinta-feira, 9 de junho de 2011

Eu Te Adoro


"Eu Te adoro menina ou anciã. Eu Te adoro."

domingo, 5 de junho de 2011

Tudo Por Acaso



Eu sei!
Tudo por acaso
Tudo por atraso
Mera distração...

Eu sei!
Por impaciência
Por obediência
Pura intuição...

Qualquer dia
Qualquer hora
Tempo e dimensão
O futuro foi agora
Tudo é invenção...

Ninguém vai
Saber de nada
E eu sei
Pelo sentimento
Pelo envolvimento
Pelo coração...

Eu sei!
Pela madrugada
Pela emboscada
Pela contramão...

Qualquer dia
Qualquer hora
Tempo e dimensão
O futuro foi agora
Tudo é invenção...

Ninguém vai
Saber de nada
E eu sei
Por qualquer poesia
Por qualquer magia
Por qualquer razão...

E eu sei!
Tudo por acaso
Tudo por atraso
Mera diversão
Mera diversão...

Qualquer dia
Qualquer hora
Tempo e direção
O futuro foi agora
Tudo é invenção...

Ninguém vai
Saber de nada
E eu sei!...

sábado, 4 de junho de 2011

Escuro

hoje eu não sei escrever.

a lua não se acendeu.
eu fiquei escuro.

nu.

sozinho no meio do desamor,
tanto mistério e dor.

cego.

hoje o escuro me tomou.
eu fiquei confuso.

 escuro.



Cristais

Noitinha à dentro
música em movimento
gesticulou amor, poesia,
dentro de nós.

Teus olhos feito lagos
E tu me dizias:
Não os meus, os teus,
Águas cristalinas e mais:
desaguam límpidos
Teus encantos, meu cais.

A melodia tem começo e fim.
O último acorde
 encerra a magia.
A letra, contudo, grita,
baixinho, dentro de mim. 

sexta-feira, 3 de junho de 2011

A medida da indecisão


O medo é uma força que não me deixa andar.
O medo é a medida da indecisão.

E é por essas e outras que eu muitíssimo te admiro, Lenine.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Um conceito de amor


“Uma pessoa nunca pode ser medida como pessoa segundo aquilo que sabe e o quanto sabe, mas antes apenas segundo aquilo que ama e em que medida ela é capaz de – e está preparada para amar até o fim. Isto é válido tanto para a época da velhice quanto para a época da juventude”. 

São de Peter Wust, filósofo de Münster

[Retirado do artigo O Amor é mais, no blog de Taís Machado.]

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Salmo 42. [Um anseio. Uma Paz.]




42.1 [Ao mestre de canto. Salmo didático dos filhos de Corá] 
Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma.

42.2 A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando irei e me verei perante a face de Deus?
42.3 As minhas lágrimas têm sido o meu alimento dia e noite, enquanto me dizem continuamente: O teu Deus, onde está?
42.4 Lembro-me destas coisas — e dentro de mim se me derrama a alma —, de como passava eu com a multidão de povo e os guiava em procissão à Casa de Deus, entre gritos de alegria e louvor, multidão em festa.
42.5 Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu.
42.6 Sinto abatida dentro de mim a minha alma; lembro-me, portanto, de ti, nas terras do Jordão, e no monte Hermom, e no outeiro de Mizar.
42.7 Um abismo chama outro abismo, ao fragor das tuas catadupas; todas as tuas ondas e vagas passaram sobre mim.
42.8 Contudo, o SENHOR, durante o dia, me concede a sua misericórdia, e à noite comigo está o seu cântico, uma oração ao Deus da minha vida.
42.9 Digo a Deus, minha rocha: por que te olvidaste de mim? Por que hei de andar eu lamentando sob a opressão dos meus inimigos?
42.10 Esmigalham-se-me os ossos, quando os meus adversários me insultam, dizendo e dizendo: O teu Deus, onde está?
42.11 Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu.

A Palavra - de Viviane Mosé




Descobri Viviane Mosé no blog Arte em Foco e, desde já, o indico para todos vocês. Amei o poema e já estou super curiosa para conhecer mais dessa escritora. Amei o poema. Amei a leitura! 
Espero que gostem também, queridos leitores!

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