quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

A Deus, por vovó Albanisa

(17/04/09)

Se existe algo de bom nessa vida é a paz de conhecer a Deus. Ele não apenas nos ama infinita e incondicionalmente, como cuida de nós como se fôssemos de sua própria família. Não é todo dia que paro pra pensar na profundidade do amor de Deus. Talvez deva passar a ser um tópico de minha agenda: pense hoje sobre o profundo amor de Deus. Quem sabe, deva ser tópico da agenda de todo mundo. Seria bom se todo mundo parasse pra pensar nisso. Aí, tudo faria mais sentido.

Tipo, sabe aquele pôr-do-sol bonito que a gente contempla rapidamente na hora do rush quando a gente está correndo contra o tempo, saindo de um compromisso para dar tempo chegar em outro? Pois é... se a gente passar a pensar no profundo amor de Deus, certamente a gente vai ver um quadro pintado pelo Senhor, diferente a cada dia, desde que existe céu, para enfeitar nossas tardes e noites... O sol, o ouro que ele fica refletindo nas nuvens, que formam desenhos que seguem nossa imaginação, às vezes mais vermelhinho, às vezes mais azulzinho, é um lugar bonito de se ver de longe. (Imagina de perto!!)

Aí, sem que eu esperasse, embora soubesse que mais cedo ou mais tarde, ia acontecer, minha vovó se despede. Eu sento, enxugo o rosto e vejo o céu lá... formando aquelas coisinhas bonitas... se bem que hoje estava um tempo tão fechado... (também pudera... até o céu chorou hoje...) as nuvens cinzentas ainda formavam desenhinhos... E eu pensei: vovó está lá. É claro, é claro, eu sei que é poesia e que o céu que ela está não é esse. Esse é o nosso céu, lindão, mas formado só de gases, aquela coisa que a gente aprendeu a chamar de atmosfera. Quem estuda entende melhor. É por isso que esse céu estava mesmo chorando hoje. Nós, por sermos ainda desse mundo, assim como o céu, choramos.

Choramos muito... Mas, lá dentro, há algo mais precioso do que nossa natureza humana, que alcança um Céu além do céu que chove. (O coração que enxerga as coisas de Deus. Você tem um desses?) Nesse Céu, ahh.. foi aí que vovó entrou e foi coroada de graça. E eu fiquei pensando: Se esse céu que a gente vê já é lindão, como deve ser o Céu em que vovó está morando? Eu sinceramente não sei. Só sei de uma coisa: Deus está lá. Então, deve ser, simplesmente, maravilhoso...

"Vovó, a senhora já viu Jesus? Primeiro que eu, hein, vó? Aproveita bem muito pra abraçá-lo e explora bem a sua nova casa, vó. Ah, agora a senhora pode fazer alguma pra si, né, vó? Já tava na hora de deixar de se preocupar com a gente. Eu digo "pra si" não pra ser egoísta, até porque aí não dá, ne? rsrsrs. Eu digo pra senhora aproveitar os prazeres da vida eterna, ou seja, glorifique bem muito o Rei Jesus, voe, cante com os anjos todos!! Eita do coral lindão! Ah, vó! Canta "Sê fiel até a morte e eu te darei a coroa da vida, sê fiel, sê fiel..." Os anjos, em coro, vão amar cantar contigo! Ah, me espera, tá? Eu nem sei se aí da pra esperar, já q nao está no tempo, ne... Espero viver ainda uns 80 anos, hehehe, mas pra senhora não vai ser tanto assim... Te amo tanto, vó!! Saudades de você, viu? MUITOOOOO"

Já imaginou se ela pudesse ouvir? Mas que tolisse... Pra quem está ouvindo o mais lindo coral e a voz do doce Jesus, um palavreado desse soa até como tagarelice de uma criança que não sabe o que diz.

Mas um dia, quando eu entender tudo o que ela agora entende, vou dizer, no corpo restaurado, quão bom pra mim é poder revê-la... Em casa... em casa...


Que paz, enfim... Que amor profundo, o amor desse nosso Deus, não é? Demais...

Poeminha para vovó

Doce criança foste
Criada em casinha pobre
Rias-te do que quer que fosse
Admiravas-te da luz do poste

Quando vinhas do sertão
E a cidade avistavas
Ingenuamente ao papai
Encantada, perguntavas:

Que são aquelas luzinha
Em cima dos pé de pau?
Nunca vi tanta estrelinha
Que coisa mais sem igual!

Em dor e pobreza cresceste
Bem cedo a boneca deixaste
Aos quinze anos casaste
E logo mamãe te tornaste

Vida para ti não tiveste
Sempre para alguém tu viveste
O que queres? O que queres?
Nunca soubeste. Nunca soubeste.

E hoje eu me questiono
De onde vem tanta luz?
Certamente, Deus em seu trono
Contempla-te com Jesus.

São as luzes de teu olhar
Sofrido, vivido, de tanto amar
Como posso não chorar
Em te ver agonizar?

Quero ser como tu és
E ingenuamente admirar
As luzinha no pé de pau
E o brilho de um olhar

A Jesus eu vou clamar
E Ele há de escutar
Sobre ti, derramará
Santo óleo para curar

E eu vou me ajoelhar
Para a Deus agradecer
Vou te ver glorificar
Pela cura em teu viver

Se Deus quiser,
Por seu poder,
Espero te ver curada
E por isso agradecer.

Te amo até à eternidade.



quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Ia

'Quanta sabiduria', diria o vô.


Desenvolver o cultismo
para os estudiologistas
domínio das terminografias
Ias

Oncologia
Ontologia
Antologia

Miopia
Hipermetropia
Oftalmologia

Hidroterapia
Hidrofobia
Hidrocefalia

Escatologia
Apologeticologia
Bibliografia

Sabiduria
Passageirologia
Finografia.





quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

---dos poemas que eu bebo.


eu neles poemas de dor dos amigos
sigo a valsa extasiada de amor de amigos íntimos
sobre suas ondas cores infindas poemas.




f l u t u o
Sobre a poesia


e eu aqui sozinha, sem inspiração.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Veloz

"Grita na rua a Sabedoria, nas praças, levanta a sua voz"(Pv. 1.20)








Quem ouvirá a Dama de ouro?

Quem voltará atrás?

Corre, percorre a vida veloz.




Quem sentirá a Moça Dourada?

De ouro banhada e seu lugar

Tesouros fora do tempo veloz.




Quem achará a Rainha procurada?

Perdida ou até aqui não achada?

Quem subirá a encontrá-la veloz?




Os pés dos que correm ao abismo?

Os precipitados no redemoinho?




Alheias lhe pretendem o lugar

Loucura veste-se de prata

Morte, de bronzeada




Olhai só a Moça Dourada

Eterna Majestade, honrada

Sigam-lhe os pés nas calçadas.






quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Bem-me-quer-mal-me-quer

Omite-se a verdade pelas praças.
Cala-se em alto e bom tom.
Disfarce das meias palavras.
Insiste o mau em ser bom.

Hoje é o dia da acusação.
Amanhã, a própria condenação.
Quem te conhecerá, coração?
Eis a questão, eis a questão.

Onde só o bem foi plantado
Nasce o mal inesperado.
Quem antes era respeitado
Baixa a fronte envergonhado.

Quão inúteis, os gritos
Proclamação ao vento
O espelho dá o veredito
Reflexo do tormento.

Louco pretensioso
Pensamento vaidoso
Esvoaçado frente à culpa
Pinta a face de bondoso.

Nenhum outro estranho
Além de mim e de você
Somos o mal e o tanto
Que não queremos ser.

Imagens

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