quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Poeminha para vovó

Doce criança foste
Criada em casinha pobre
Rias-te do que quer que fosse
Admiravas-te da luz do poste

Quando vinhas do sertão
E a cidade avistavas
Ingenuamente ao papai
Encantada, perguntavas:

Que são aquelas luzinha
Em cima dos pé de pau?
Nunca vi tanta estrelinha
Que coisa mais sem igual!

Em dor e pobreza cresceste
Bem cedo a boneca deixaste
Aos quinze anos casaste
E logo mamãe te tornaste

Vida para ti não tiveste
Sempre para alguém tu viveste
O que queres? O que queres?
Nunca soubeste. Nunca soubeste.

E hoje eu me questiono
De onde vem tanta luz?
Certamente, Deus em seu trono
Contempla-te com Jesus.

São as luzes de teu olhar
Sofrido, vivido, de tanto amar
Como posso não chorar
Em te ver agonizar?

Quero ser como tu és
E ingenuamente admirar
As luzinha no pé de pau
E o brilho de um olhar

A Jesus eu vou clamar
E Ele há de escutar
Sobre ti, derramará
Santo óleo para curar

E eu vou me ajoelhar
Para a Deus agradecer
Vou te ver glorificar
Pela cura em teu viver

Se Deus quiser,
Por seu poder,
Espero te ver curada
E por isso agradecer.

Te amo até à eternidade.



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