quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Futuro do Pretérito



Poderia ter, para o sempre, fugido.
Melhor seria tivesse nunca existido.
Bom seria se houvesse esquecido.
Se, enfim, não me restasse vestígio.

Ó, futuro do pretérito!
Enlouquecidamente enfurecido!
Não dê-se agora por vencido -
Não lhe ouço os impropérios.

Ainda me restam alguns amigos
Nesta paupérrima gramática!
E eu, a qualquer um, os prefiro
à sua questionável acústica.

E pouco me importa a borboleta mórbida
Pairando sobre o tenebroso inconsciente -
As condições que pendem dormentes
Caem vencidas às horas sólidas.


3 comentários:

  1. Que os tempos verbais comuniquem o amor em todos os tempos. Adorei a sua última estrofe.

    Beijoca. <3

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  2. Futuro do pretérito é o tempo que sempre me incomodou. A cada dia conheço menos dele. É uma mania muito feia, mas não gosto muito de coisas que não consigo entender ou controlar, mesmo que ligeiramente. Mas acho que ignorá-lo é o melhor a fazer. E o futuro do presente, mesmo que imprevisível, pode se revelar mais interessante afinal.


    Beijo, Mima.
    Saudaaaaadee de tu!

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  3. Que linhas e entrelinhas bem conjugadas! Adorei, Mima! Saudades!

    Ah, volto p aula sábado! :D

    bj

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