quarta-feira, 18 de maio de 2011

Falta



uma madrugada.
O que afinal me falta?
A memória aponta os traços
Indicando um sorriso aberto
abertamente distante de mim.

O que afinal me falta?
Acordou-me a madrugada.
Eu vi os verdes-mares.
Feições e gestos e movimentos.
Eram do passarinho.

A falta da mão na minha.

A madrugada me incomoda.
E, agora, o que me falta?
Os dias de outrora.
A música inventada numa noite engraçada.
Um segredo.

Que falta reside nessa longa madrugada?
Que falta a mais?
A falta da força.
A falta da fé.
A falta de mim.

Algo ainda mais me faltou
Na madrugada sem fim.
Faltou uma entrega
Uma prece
Ao Criador de mim.



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