quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Avenida

Percebo-me, de repente, no meio da rua da vida
Agitada avenida
Correndo contra o tempo
Impelida pelo som irritante da buzina
Cá estou eu
No meio da avenida.

A calçada atrás de mim
As vitrines e tudo o que eu seria
À minha frente, o tudo que eu não sei
E onde estou, onde não quero estar:
No meio da avenida.

Olho para os lados e nem sei dizer
Sinto-me criança ainda
E tenho vergonha
- de não ousar
Medo de atravessar a avenida.

Se ser adulto é tomar decisão
Tudo que sei é estar perdida.

Quem sou eu ainda?
Quem já sou nessa vida?
Outra coisa eu até diria
Se não soubesse que hoje
Eu sou apenas uma menina assustada
Perdida no meio da avenida.

Um comentário:

  1. ''quem sabe ela ainda é uma garotinha
    esperando o onibus da escola sozinha'...

    antes de atravessar olhe pros 2 lados...

    ser adulto eh mt chato.

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