sexta-feira, 3 de julho de 2009

Na beira


Nem no mar, nem na areia.
Na beira.
Nem no céu, nem no chão.
Flutuando.
Nem com, nem sem.
Não sei como.
Nem sim, nem não.
Nem talvez.
Nem certo, nem errado.
Na beira.
Nem amizade, nem amor.
No meio.
Nem segura, nem insegura.
Perdida.
Não sei se vou ou se fico.
Confusa.
Não se calo ou se digo.
Indecisa.
Não sei.
Não sei.
Pois que se nunca vi flor igual,
se sentido assim,
nunca vi coisa tal,
se vejo à minha frente tão bela rosa,
meu coração se propõe a colhê-la.
Olho desconfiada pra um lado.
Nada vejo.
Olho pro outro.
Também nada.
E a resposta é não.
Entristeço.
Calo diante dela.
Fico na beira do abismo.
Se colho, linda flor perde a vida.
É de solo alheio e muito bem regada.
Sendo o solo ainda meu, ela eu não colheria.
Do outro, então, pertencendo, que direito eu teria?
Fico, então, na beira.
O vento balançando a flor...
e também as plantas que a cercam...
e o cabelo em minha face...
o vento que sopra dentro...
de mim...
e me leva pra longe...


pra longe...


pra longe...

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