terça-feira, 18 de outubro de 2011

Câmbio



O dia começa cedo. O café é um break, o almoço é fast food. O descanso é a hora do rush. Os melhores amigos estão no facebook. Abraço é ultrapassado. Hoje se cutuca ou se comenta as novas fotos do álbum virtual. Quanto mais tempo você passa no twitter, melhor você conhece os seus amigos. Ai ai... os elos são tão profundos... chego a pensar que maravilha é não precisar das pessoas. Nesse mundo tão altruísta, temos o privilégio de estar por dentro de tudo sem nos envolvermos diretamente com os problemas dos outros. Existe vida pós internet? Favor, fazer contato. Câmbio.

7 comentários:

  1. Parece um discurso indireto, uma ironia, talvez, ou uma sutil maneira de tocar nossa feridas. Até onde somos humanos. Somos um nick? Um URL? Um número? Estou, aqui, nessa rede social, neste universo virtual, no entanto, ainda não perdi o sentido do abraço, do toque, do cheiro e do beijo. Um excelente e contundente texto. Adorei. Um abraço...

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  2. Obrigada, Maxwell!
    Fico feliz que ainda alguns poucos, 'apesar de', ainda encontrem grande valor no velho e simples abraço.
    Eu te daria um abraço agora... mas, apesar de...
    Sinta-se abraçado.

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  3. E se não fosse por ela (internet) não teríamos nos conhecido... que ironia né? Há males que vem para o bem não? =)

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  4. Bianka,
    minha flor! Como diz a Bíblia, nada é mal de si mesmo. A minha intenção não era criticar a internet em si, mas o esfriamento afetivo de nossa geração. Tudo parece natural, mas na verdade, nada disso é natural. Estamos sendo sutilmente conduzidos a uma vida onde nosso conforto está acima dos nossos relacionamentos e até mesmo das pessoas (incluindo nós mesmos!). E isso traz uma série de consequências ruins. Mas se fosse falar dos benefícios da internet, com certeza, não falaria pouco. O mal não é a internet. É o sistema. E as pessoas.

    Beijos, querida!
    Mima.

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  5. As relações afetivas nesta nossa sociedade líquida são individualistas e egoístas.

    Concordo com vc, Mima! Assino em baixo quando você diz: O mal não é a internet. É o sistema. E as pessoas"! E completo com o dito da minha sábia vozinha: "Tudo demais é veneno..." hehe!

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